sábado, 28 de março de 2009

Os capítulos finais

Cada dia tem que me convencer do que acredito ou não.
Cada dia você fica um pouco mais velho e tudo fica mais difícil.
Cada dia você sente a crise chegando um pouco mais perto do seu bolso.
Cada dia você vê a torneira secar um pouco mais.
É impossível não se perguntar se já chegamos nos capítulos finais

E silenciosamente os impérios de hoje vão virando as ruínas de amanhã.

domingo, 22 de março de 2009

Insanidade

Todos os dias, ele chega em casa, liga a TV e assiste ao show de horrores. Uma morte aqui, outra ali, outra lá. Por que você não se importa? Ele sabe que você diz “Mas que coisa horrível. Pobre coitado”, mas no dia seguinte nem se lembra mais.

E é pela sua superficialidade em tudo que ele escreve, filosofa, critica e analisa. E o faz com todas suas forças. Mesmo com a dor e o sofrimento de ser um covarde, um punk, um cachorro louco por glória, um vagabundo fracassado. Insano. Mesmo com a impossibilidade de ser humano. Não importa.

Ele sabia que era somente um perdedor, mas um honrado e com algo na cabeça. Tudo o que queria era mover este impossível pedacinho de luz, que lhe iluminava, em nossa direção.

Mas tudo que ele conseguiu na vida foi “Escritor fracassado suicida-se.” em uma pequena coluna de um jornal impopular. Pobre coitado, nem me lembro o nome dele. Poderia ser Platão, poderia ser Nietzsche, poderia ser Jesus Cristo. Mas nós não quisemos escutar.

Triste luz que se apaga.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre virtudes sociais

Vou tentar falar um pouco de coisas boas. Coisas que alegram um dia. Coisas pequenas que te fazem sentir tão bem, que seus pés saem do chão.
Porque eu não escrevo coisas tristes. Escrevo o que eu considero como verdadeiro e a verdade é uma coisa ótima!
Mas as mentiras se saem melhor com 'felicidade', 'coisas boas', 'simplicidade', 'tradição', 'compaixão' e 'paz'.
Quem precisa da verdade, então?

Mentiras são ilusões,
mas o que me importa
se o que vejo nelas é sempre tão bom?

Atenção, este texto contém ironias.

terça-feira, 10 de março de 2009

Sobre vícios sociais.

Alguns dizem que nunca devemos desistir daquilo que queremos. Porém, o caminho para alcançarmos é longo, árduo e cruel. Mesmo assim, não há nada melhor que alcançar o grande desejo. Dias que brilharão em nossas mentes. Dias que nos sentiremos imortais.

Mas, e quando o seu desejo entra em conflito com o meu, com o dele, com o de todos? Nossa realização começa quando a sua acaba. Até que ponto devemos lutar, então? Alguns se cegam tanto com suas paixões e sonhos que não conseguem ver o bem maior. Falam tanta besteira que ficam surdos para quando o dever chama. Orgulho, rancor, má vontade.

Essas, são pessoas que superam tudo com indiferença, tomam conta de ignorar os pesos da consciência, fazendo sua própria vontade. É simples como cantar qualquer refrão. Por isso, não sinto inveja de seu sucesso. Suas causas são infames e vulneráveis. Tornam o homem porco e pobre em valores.

Vivemos em falta de harmonia com a unidade. Temos o necessário, mas não satisfazemos as nossas vontades. Ganância, egoísmo e egocentrismo.

Se não somos capazes de abrir as mãos de privilégios, o bom senso é a simples solução.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Game Over


E se morrêssemos como um qualquer?
Vão te esquecer um dia,
nada vai ficar
e você não pode fazer nada por isso.
Eu e você
sairemos como chegamos
nus e sem nada.

O que importa numa vida, então?
na verdade, acho que não é uma questão sobre quem vence
e sim sobre como você joga.
Não que a vida seja um jogo.
Mas pensando dessa forma,
o clichê do final feliz é bem vindo pra mim.
Jogue como se o 'Game Over' nunca fosse vir.